Relacionamentos: para ser
fiel ao outro é preciso ser fiel a si mesmo
Fidelidade
s.f.
Exatidão em cumprir suas obrigações, em executar suas promessas: jurar
fidelidade.
Afeição e lealdade constante: fidelidade de um amigo.
Obrigação recíproca dos esposos de não cometer adultério.
Exatidão, semelhança: fidelidade de uma narração.
Lealdade; probidade.
Afeição e lealdade constante: fidelidade de um amigo.
Obrigação recíproca dos esposos de não cometer adultério.
Exatidão, semelhança: fidelidade de uma narração.
Lealdade; probidade.
Sinônimos
de fidelidade: constância, lealdade e veracidade.
Fonte: Dicionário Aurélio on line
O
questionamento sobre a fidelidade é um tema muito comum para todos. Partindo
das amizades, parcerias e sociedades em geral, até a desafiante fase do
casamento, quando o conceito se torna mais complexo ainda, a fidelidade (ou
melhor, a não fidelidade) pode ser devastadora.
No
geral, as pessoas temem a traição, tendo em vista as marcas e dores que
experiências como estas deixam na alma.
A infidelidade pesa em todos os tipos de relações e julgar o quanto uma
situação é perdoável ou não é muito peculiar a cada indivíduo.
Tendo em
vista a complexidade do tema, considero importante refletirmos sobre o
significado da traição, o que é de fato ser infiel e o que podemos fazer para
lidar com as marcas de uma traição.
Para
começar, vamos analisar a definição do próprio dicionário: a palavra fidelidade
está atrelada a um simbolismo de compromisso com a verdade.
Quando
assumimos um compromisso com alguém, qual é a verdade na qual esta relação
(amizade, namoro, sociedade, casamento) está apoiada? Qual é o objetivo dos
parceiros envolvidos?
Em
qualquer tipo de aliança, a parceria envolve uma troca. Sem troca não há
relacionamento. Se a troca não faz bem a ambos os envolvidos, o relacionamento
em algum momento enfrentará dificuldades e entrará em crise. Entre dificuldades, crises e oportunidades, é
possível que um dos lados da aliança (ou os dois) escolha(m) a traição como uma
tentativa de escapar do sofrimento e gerar acomodação.
São
muito variados os tipos de traição, mas hoje vamos nos ater às uniões de longa
data. Neste tipo de união, o que mais
vemos costuma ser o lento e gradativo abandono da nutrição emocional e
espiritual tão importantes para o vínculo das almas envolvidas. Partindo da
pressuposição de que as pessoas optam por um compromisso na intenção verdadeira
de conquistarem a felicidade lado a lado, o fato é que são poucos os casais que
após um longo tempo juntos continuam conectados com o significado real do
compromisso. Vão abandonando o cultivo do diálogo, do respeito, do afeto, do
cuidado, do desejo de serem contribuintes do crescimento e desenvolvimento de
seus parceiros ao longo da jornada. A maioria parece se tornar hipnotizada por
um modo automático de vida, em que tudo se torna robotizado e perde o sentido.
A verdade do relacionamento começa a minguar.
São
inúmeras as brechas por onde a insatisfação pode passar e onde ela impera, se o
casal não é honesto a ponto de encerrar o ciclo, a traição parece ser a única
outra opção para permanecerem acomodados ao desgosto de viver uma vida que não
mais satisfaz.
Por
isso, quando uma traição acontece (não somente a sexual, ela pode acontecer em
vários níveis), é muito importante revermos o que ficou para trás no
compromisso firmado. Recuperar o ponto onde o abandono da verdade começou a
acontecer. Compreender o que levou a esta fuga como recurso. E despertar o indivíduo,
quem trai ou quem foi traído, para o que precisa ser transformado. Todo
relacionamento passa por fases e metamorfoses, e quando as transformações não
acontecem, o final do ciclo começa a ser sinalizado. Se não acontece o fim,
criar um mundo ilusório e paralelo também não corresponderá à fonte da
felicidade.
É
importante lembrar que o movimento da infidelidade é duplo: a pessoa que trai o
outro, está em primeiro lugar traindo a si mesma. Não consegue ela mesma ser
fiel aos seus compromissos e às suas verdades. É adoecedor para qualquer
indivíduo não ser verdadeiro consigo mesmo. Resolver a vida com mentiras é um
grande sintoma de adoecimento emocional.
Onde a
verdade deixa de existir, haverão boicotes, mentiras, manipulações e
ocultações. Por isso, para lidar com uma traição é necessário que se faça um
caminho para dentro, para o auto-conhecimento e para a educação dos
sentimentos. É preciso que os indivíduos tenham um compromisso com a própria
felicidade antes de se comprometerem em fazer alguém feliz. E que desejem viver
em verdade para não se renderem ao conforto das máscaras sociais (e se traírem).
Só a verdade traz real felicidade. Só a verdade satisfaz verdadeiramente,
realiza, expande caminhos e traz plenitude para a alma.
Um
abraço carinhoso e até a próxima!!
Alessandra Abreu
Psicóloga Junguiana / Psicopedagoga
Clínica Reabilita Terapias Naturais
Contato: 11 99245 5220 / 11 4427
5759

Como sempre você super caprichou no texto Ale! Sou sua fã, e esse texto só aumenta minha admiração por tí, que é uma pessoa de quem admiro os princípios e valores, e uma profissional muito conceituada! Parabéns e muito sucesso! bjs
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